quarta-feira, 21 de março de 2007

"Ame.."



Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graçae com amor não se paga.

Amor é dado de graça,é semeado no vento,na cachoeira, no elipse.

Amor foge a dicionáriose a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amobastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,e da morte vencedor,por mais que o matem (e matam)a cada instante de amor.

"Existem muitos motivos para não se amar uma pessoa, mas apenas um para amá-la".


Carlos Drummond de Andrade



Ame...não se preocupe em descrever o quanto!! apenas o demonstre!! o amor verdadeiro não há descrição..



Bjinhus




Aula 06 - A Rosa do Povo

Carlos Drummond de Andrade..

Temas abordados em seu livro:
- a poesia social;
- a reflexão existencial (o eu e o mundo);
- a poesia sobre a própria poesia;
- o passado;
- o amor;
- o cotidiano;
- a celebração dos amigos;


O autor explicou explicou o porque desse temas, " A rosa do povo" é uma tradução de época sombria:
“... obra que, de certa maneira, reflete um “tempo”, não só individual mas coletivo no país e no mundo. (...) Algumas ilusões feneceram, mas o sentimento moral é o mesmo – e está dito o necessário.”

MAS QUE ÉPOCA?
Os poemas de "A rosa do povo" foram escritos entre 1943 e 1945, quando os horrores da II Guerra Mundial angustiavam a humanidade e o exército nazista recuava, especialmente na extinta União Soviética. Graças à obstinação heróica do povo russo e sua imensa capacidade de sacrifício, as melhores divisões alemãs tinham sido desbaratadas no leste europeu, prenunciando a capitulação do III Reich.
À angústia da época somava-se, pois, uma reverência comovida da civilização ocidental aos soviéticos. O confronto capitalismo x comunismo, que se desenhara desde 1917, estava momentaneamente eclipsado na união de esforços contra o nazismo. Stálin não era mais o ditador monstruoso da década de 1930, mas um dos líderes da luta contra a barbárie. Havia, portanto, nos meios intelectuais e artísticos não-comunistas, uma empatia não apenas com o povo russo, mas com o regime que mobilizara a sua enorme população para uma guerra justa.
Simultaneamente, no Brasil, o Estado Novo – autoritário, policialesco, ainda que economicamente modernizador e socialmente avançado (sob o comando de Getúlio Vargas) – perdia o apoio entre as classes médias e as elites intelectuais(1) que aspiravam a um regime democrático. Neste caldeirão de conflitos e circunstâncias dramáticas, o foco poético de Drummond – até então centrado mais na subjetividade e no individualismo do eu-lírico -deslocou-se para uma ênfase no histórico-social .
A obra do poeta acaba descrevendo a trajetória de um personagem gauche, o próprio autor, em três atos, que se seguem:

Eu maior que o Mundo
Eu menor que o Mundo
Eu igual ao Mundo ......



Romantismo é, antes de tudo, um movimento de oposição violenta ao Classicismo que se caracterizou por liberdade de criação, privilégio de emoções, sofrimento amoroso, contrastes entre o “bem e o mal”, natureza, individualismo entre muitos outros.
Nasceu na Europa e se espalhou pelo mundo inteiro, introduzido desde de então, nas artes literárias e plásticas e hoje ganhou forte impulso nas novelas, no cinema e no teatro.
No cinema, se destaca o filme “A bela e a fera” produção da Walt Disney Pictures que é o único conto de fadas do romantismo. O enredo de A Bela e a Fera relata a história de uma jovem que é obrigada a viver em um castelo, convivendo com um príncipe transformado em fera. Ela aprende a amá-lo, valorizando sua beleza interior, quebrando o seu feitiço.O conto apresentava as principais características românticas e além de tudo, até hoje presenciamos algumas “cenas de conto de fada na vida real”
Há que diga que os opostos se atraem, seja na física ou química, mas na Literatura é que apresentam no valor também social como.. “a bonita e o feio”, “a rica e o pobre”, amores impossíveis que se tornam amores platônicos, são estórias com fins trágicos ou com o famoso “..foram felizes para sempre”, a idealização ao amor, a mulher perfeita, o amor no ar!!
Um exemplo também dessa “onda romântica” que autores buscam do passado para tentar reverter um pouco da realidade é no teatro que de destaca o musical da Broadway "O Fantasma da Ópera". Aliás, o par de protagonistas de "A Bela e a Fera" se repete em "O Fantasma da Ópera". O corpulento tenor Saulo Vasconcelos interpreta o gênio musical desfigurado que se vê obrigado a morar no submundo da Ópera de Paris, local que assombra até descobrir um motivo maior para levar adiante sua vingança contra os empresários: a jovem cantora Christine
Assim, se torna claro que há milhares de exemplos sobre o romantismo na atualidade, uma vez que esse esteja necessário a nós para trazermos novamente a tona o amor a cima de tudo, a idealização ao mundo e as pessoas, e não só o que há de ruim em uma relação ou no mundo, e também traz como lição de moral a Igualdade em um mundo tão desigual de hoje em dia ..os opostos se atraem sim e aí está um modo de conseguirmos a igualdade social a partir do amor, sem preconceitos.

* Ame..acima de tudo! De todas as barreiras e enfretando todas as diferenças..*



All I Ask Of You..Tudo o que eu peço a você

Diga que me ama a todo momento
ncha minha mente com histórias de verão
Diga que precisa de mim com você
Agora e sempre
Prometa-me que tudo que você diz é verdade
Isto é tudo que lhe peço











segunda-feira, 5 de março de 2007

Aula 4 - Romantismo


Romantismo
Período que se manifesta nas artes e na literatura do final do século XVIII até o fim do século XIX. Nasce na Alemanha, na Inglaterra e na Itália, mas é na França que ganha força e de lá se espalha pela Europa e pelas Américas. Opõe-se ao racionalismo e ao rigor do neoclassicismo. Caracteriza-se por defender a liberdade de criação e privilegiar a emoção. As obras valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os temas nacionais e o passado.

Nas artes plásticas, o romantismo deixou importantes marcas. Representavam a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as emoções e os sentimentos em suas obras de arte. O contrate de luzes, branco e preto : "mal e bom"

Literatura Brasileira

1ª Geração - conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes escritores : Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.
2ª Geração - conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultra-romântica. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase : Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
3ª Geração - conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão no poema Navio Negreiro.