sexta-feira, 18 de maio de 2007

Aula 13 - João Cabral de Melo Neto

Na trajetória literária de João Cabral de Melo Neto há, pelo menos, duas características inconfundíveis: a pernambucanidade e a hispanidade.
Que fator determinante concorreu par que João Cabral tanto se interessasse pela Espanha? Sabe-se que os escritores brasileiros, à exceção de Gilberto Freyre, não se dedicaram a exaltar as virtudes de Espanha como assunto de suas obras. França e Portugal, quase sempre, foram bem mais admirados e amados, quando menos por uma pronunciada afeição pelas obras literárias ali produzidas. Mais do que um simples país cercado pelo Atlântico, o Mediterrâneo e os Pirineus, a Espanha foi denominada de “Espanhas”, no plural, pelos romanos, na Antiguidade, quando ali imperaram como colonizadores. Isso ressaltava uma geografia marcada pela adversidade. Hoje Espanha é um país formado por quinze comunidades, cada uma com suas peculiaridades, compondo um autêntico mosaico com culturas, costumes e climas distintos. Nesse sentido, pelo menos, a Espanha se assemelha ao Brasil.

Cabral se preocupa com os problemas sociais..principalmente pelo Nordeste, visto que é pernambucano.
A intimidade de Cabral com o Recife, e com o povo que nele mora, está à flor da pele em seus poemas. "O que me interessa é o problema do homem. Quando me bato pelo regionalismo é para mostrar, numa anedota o local, os sentimentos comuns a todos os homens. O homem só é amplamente homem quando é regional. Se me tirar a estrutura ideológica de Pernambuco, eu nada sou". (Trecho do livro inédito João Cabral e a Cidade-pedra).

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Aula 12 - Parnasianismo
















"Arte pela arte"

A origem da palavra Parnasianismo associa-se ao Parnaso grego, segundo a lenda, um monte da Fócida, na Grécia central, consagrado a Apolo e às musas. A escolha do nome já comprova o interesse dos parnasianos pela tradição clássica. Acreditavam que, assim, estariam combatendo os exageros de emoção e fantasia do Romantismo e, ao mesmo tempo, garantindo o equilíbrio desejado, por se apoiarem nos modelos clássicos.

Apesar de contemporâneos, o Parnasianismo difere profundamente do Realismo e do Naturalismo. Enquanto esses movimentos se propunham a analisar e compreender a realidade social e humana, o Parnasianismo se distancia da realidade e se volta para si mesmo. Defendendo o princípio da “arte pela arte”, os parnasianos achavam que o objetivo maior da arte não é tratar dos problemas humanos e sociais, mas alcançar a “perfeição” em sua construção: rimas, métrica, imagens, vocabulário seleto, equilíbrio, controle das emoções, etc.

"Arte sobre a arte"


Distanciados dos problemas sociais, alguns parnasianos dedicam-se a tematizar em seus poemas a própria arte. Por exemplo, descrevem com precisão obras de arte, como vasos, peças de escultura, lápides tumulares, bordados, etc.

Resumo
- Apogueu do imperialismo francês
- Belle Époque (Moulin Rouge, cancan, cabarés, luxo, diversão)
- Destaque ao erotismo e à sensualidade feminina.
- Fuga dos problemas socias
- Retorno aos padrões clássicos
- Vocabulário selecionado

Principais escritores:
- Olavo Bilac
- Raimundo Correia
- Alberto de Oliveira
- Vicente de Carvalho..

*Moulin Rouge, Amor em Vermelho*..